Domingo, 3 de Maio de 2009

FELIZ DIA DA MÃE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Olá leitores deste blogue, há já muito tempo que não escrevo aqui nada. Mas ainda ando viva e com sonhos nocturnos interessantes! Venho aqui escrever porque uma amiga minha no outro dia fez-me um elogio acerca da minha maneira de escrever e fez-me sentir mal por não andar a escrever nada, nem aqui nem em lado nenhum, as únicas coisas que tenho escrito são mesmo os trabalhos da faculdade. 
A falar em faculdade, queria aproveitar para dar os parabéns ao ARTEC, o grupo de teatro da Faculdade de Letras, pelo trabalho fantástico que fizeram com a nova peça “NU”. Se tiverem oportunidade aconselho a irem ver, vão estar em cena até ao final de Maio.
E dizendo isto já não me sinto tão mal por ter roubado um dos cartazes dos placares da faculdade. A primeira vez que roubo alguma coisa na vida e é logo à faculdade… =P mas com aquilo que pago de propinas também não deve fazer muita diferença. Agora ando muito ocupada a fazer um trabalho sobre uma associação. Esta associação realiza bastantes actividades interessantes, mas meus meninos, se querem que a juventude se interesse pela vossa associação (que é sobre cultura japonesa), devem investir mais nos interesses maioritários que esta faixa etária tem pelo o Japão. Apoiar ou até a organizar festivais/cursos/palestras, ou qualquer outra coisa, sobre anime, manga, j-rock… ou até fazer um festival de filmes de terror japonês! 
Tenho a certeza que iam atrair muito mais jovens se tivessem este tipo de atitude.
E também arranjar aquele site que é uma vergonha e já agora corrigir os erros.
Mas já chega de queimar a associação =P que até tem cursos interessantes como Ikebana e Butoh!
Pronto isto é só um pequeno update só para não parecer que eu não quero saber deste blogue! Depois conto-vos um sonho giro ;)

Ps:. Já repararam que mudei o aspecto do blogue? E também agora tenho ali uma coisa para o pessoal que lê este blogue se torne um seguidor! Come on follow me! 

Ps2:. E aqui vai um videozinho de tributo à Divine de John Waters com uma musica da grande Peaches eheh


 
“Slippery dick
It’s just a fish in the Atlantic” 

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E mais um video desta vez da Joan Jett com "I love rock & roll"

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Barriga

Bom, este sonho foi totalmente passado a olhar para a minha barriga, já o tive à uns meses e como sempre demoro séculos a vir aqui escreve-los. Já agora, se alguém quiser dar-me emprego está convidado a deixar um comentário :)... não? ok, eu não fico chateada *grr*

Isto é um sonho verdadeiro! Não é nenhuma tentativa de fazer literatura a "sério" por isso não leiam dessa maneira por favor

Estava eu de pé a olhar para uma borbulha completamente gigante que tinha ao pé do umbigo, mas como não conseguia ver com muito pormenor tirei uma foto com o telemóvel à borbulha (na realidade o meu telemóvel ainda é daqueles que não tem maquina fotográfica, mas hei! isto é um sonho e se o meu inconsciente quer um telemóvel com maquina é lá com ele).

Quando olhei para a foto reparei que ao lado da borbulha tinha uma unha e pensei "mas eu não pus a mão sequer ali", e olhei outra vez para a minha barriga, e via nitidamente uma unha a sair da pele e uma data de cicatrizes e manchas que faziam a forma de uma mão. "oh meu, quer dizer que eu tinha um irmão gémeo que ficou dentro de mim, se calhar é por isso que oiço tantas vozes diferentes na minha cabeça! Tenho mais que uma pessoa cá dentro! Mas como é que nunca reparei que tinha a mão dele ou dela a sair-me pela barriga? Bem, o melhor é ir ao médico e logo se vê! Mas não posso ir ao médico com esta borbulha nojenta aqui!"

Foi aí que comecei a espremer a borbulha, e começou a sair um fio grosso e branco, e não parava de sair, então eu peguei nesse fio com cuidado e puxei, e quanto mais eu puxava pela borbulha maior ia ficando uma cova na minha pele mais ao lado, até que finalmente percebi que estava a puxar os intestinos.

"Bem... agora é que tenho mesmo de ir ao médico" disse eu. 


Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Ora viva!

Bem, se a minha amiga diz que há muito tempo não põe nada por aqui, então eu... Nem se fala!
Eu compreendo que nos esqueçamos disto, a vida é preenchida de tantas coisas, que isto, ao pé das outras, é apenas mais um pedaço perdido e esquecido no espaço.
Outra coisa é dar-nos pena de escrever coisas para ninguém ler... Ninguém comenta,logo associamos que ninguém lê! Porém, uma coisa não confirma a outra não é?! Até porque, eu mesma, vou tantas vezes, a tantos blogues, leio tanta coisa e não comento nada. Por pura preguiça. Por isso, não vos censuro.
Bem, vamos mas é lá relatar aqui o sonho, coisa que eu não tinha há muito tempo.

ESTE CONTO FOI TOTALMENTE ESCRITO A PARTIR DE UM SONHO DA AUTORA

Estava escuro... E não via nada para além de uma porta branca ao fundo de um corredor. Comecei a ficar com falta de ar, as mãos invisíveis do pânico asfixiavam-me suave e firmemente. Não me restava mais nada senão correr para a porta. "Luz, luz!! Preciso de mais luz... e de ar" eram os meus pensamentos quando finalmente alcancei a porta e girava a sua maçaneta.
Não havia nada de especial depois da porta que eu abrira. Apenas uma sala.
Girei sobre mim mesma, como o planeta terra, observando todos os recantos daquela sala. Parecia-me familiar... E era sem dúvida familiar. Aquela sala era a sala da casa que até hoje eu considero o meu único lar, um lar para o qual nunca mais poderei voltar, pois, agora, somente existe nas minhas recordações.
De repente, reparei que estava alguém mais na sala. Sentado no sofá, impávido e sereno, estavas tu. Aproximei-me de ti e beijei-te como sempre. Na minha cabeça não paravam de passar perguntas, umas atrás das outras "O que é que fazes aqui?!" "Como é que vieste parar aqui?". No entanto, tudo isto cessou quando senti o calor vindo da tua boca na minha.
- Olá... - disse eu timidamente, quase como se, por breves instantes, não te reconhecesse - está tudo bem?
- Está... Que raio de pergunta é essa?
- Nenhuma...
Num abrir e fechar de olhos dei por mim a jogar ps2 contigo, como era habitual, em muitas das nossas tardes, até que subitamente te levantaste, quase que em transe.
- Que se passa? - inquiri eu.
- Nada... Já são horas de eu voltar.
- Horas de voltares para onde?
- Para casa.
- Porquê, a tua mãe não te deixa ficar mais tempo?
- Não é isso, é que agora vou sair do trabalho.
- Vais sair do trabalho? Que coisa idiota é essa? Como é que vais sair do trabalho se estives-te sempre aqui comigo.
- Era uma ilusão.
- Uma ilusão?'Tás a gozar não 'tás?
- Não... Era um sonho, não passava de um sonho.
- Mas tu estás aqui comigo, como é possível ser um sonho?
- Porque nós estamos num sonho. Isto nunca existiu.
- Estás a querer dizer que nós nunca existimos?
- Tenho que ir... Já são quase 15 horas, sabes...
- Sei...
- Então eu vou embora...
Começas-te a caminhar para longe de mim e mal transposes-te o portão começas-te a desaparecer. Sem reflectir duas vezes corri para ti e agarrei-te no braço:
- Quando saíres do trabalho telefonas-me, não telefonas?
- Sim, eu telefono, como sempre...
E para sempre... Dei por mim a pensar, enquanto acordava.

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

O Fantasma


Já há muito que não escrevo nada aqui e não por falta de sonhos estranhos, é mesmo falta de tempo. Tive a ponderar qual sonho é que iria por aqui, o mais recente que me lembro foi aquele em que estava grávida o.o, ainda estou meia transtornada #(>3> porque o sonho envolvia ser perseguida por traficantes de droga. Bom talvez mais tarde escreva este sonho x) demasiado estranho para me conseguir esquecer.
Vou escrever sobre um que já tive há cerca de um mês. Mas antes vou ter de vos explicar que na minha infância vivia na cave da minha casa (não os meus pais não são nenhuns psicopatas) vivíamos todos lá, a cave é bastante grande e bem arranjada, é maior que alguns apartamentos. Mas suponho que como qualquer criança, eu acreditava piamente que a cave era assombrada, ouvia vozes, objectos mexiam-se, pessoas respiravam perto de mim, as vezes até sentia coisas a tocarem-me. Todas as noites tinha pesadelos (isso não mudou muito até aos dias de hoje) e todas as noites não sabia qual dos dois terrores era preferível, os meus pesadelos ou o "fantasma".
O dito "fantasma" atormentou-me bastante a infância. E este pesadelo que tive recentemente, embora eu saiba que tenha um significado bem mais profundo (mas vocês não têm propriamente de saber a minha vida toda) é a minha pequena vingança ao "fantasma".



ESTE CONTO FOI TOTALMENTE ESCRITO A PARTIR DE UM SONHO DA AUTORA


Eu estava no salão da minha cave a organizar uns papéis, que continham toda a minha vida, os meus prémios, os certificados de final de curso, os meus apontamentos, os bilhetinhos para as amigas. Todas as recordações da minha curta existência estavam ali.
Estava muito concentrada na pilha de papéis que tinha á minha frente até que comecei a ouvir o crepitar de uma fogueira. Olhei para trás sem saber se o que estava a ouvir era real ou não, mas era real, a minha lareira estava acesa e o fogo alimentava-se das minhas memórias, sem pensar meti as mãos dentro do fogo para salvar o que restava das recordações da minha infância e adolescência. Ainda sacudia as cinzas, quando comecei a ouvir o crepitar do fogo de novo.
Virei-me para trás de novo, e onde antes nem sequer existia uma lareira estava uma, toda em mármore a queimar os meus papéis. Corri para lá, e voltei a não olhar a meios para preservar o que restava, voluntariamente meti as mãos no fogo, e tirei o que conseguia de lá de dentro, mas o crepitar voltou, e quando olhei para a outra lareira estava tudo a arder de novo, e ouvi crepitar á minha frente também e a lareira á minha frente já estava outra vez com um fogo alto e vivo a devorar as minhas coisas. Estava desesperadamente a tentar salvar alguma coisa, as lágrimas escorriam-me pelo o rosto, via os meus objectos a voar á minha frente como se a gozar comigo e a irem disparados alegremente para dentro das fogueiras.
Nesta altura já sabia que isto era feito do fantasma, estava ali para se vingar de mim, por eu nunca mais ter voltado á cave. Tinha ficado sem ninguém para atormentar, e agora que me tinha apanhado ali queria destruir-me.
Chamei por alguém, para verem que eu não era louca, e que aquelas coisas aconteciam mesmo nas costas de toda a gente. Ninguém veio. Pedi ao fantasma para parar, para não me destruir mais. Ele riu-se. E de dentro das chamas apareceu uma cara, com um sorriso tresloucado.
Perguntei-lhe o que é que ele queria de mim, ele disse que era a MIM que ele queria.
Não sabia o que fazer, como é que nos defendemos de um fantasma? Como é que fugimos de um fantasma?
Um portal abriu-se no chão, e enquanto caía tudo á minha volta era uma espiral verde, até que aterrei por fim.
Lá, do outro lado, na dimensão dos fantasmas. Tudo á minha volta era em tons de verde, mas assemelhava-se a tudo com o mundo dos mortais. Ouvia vozes em todo o lado, mas essas eram as dos mortais, só neste mundo é que os espíritos podiam magoar os mortais na sua dimensão. Provavelmente os mortais podem magoar alguém de outras dimensões mas ainda não sabemos, porque ninguém acredita nestas coisas.
O que significa que… estando eu nesta dimensão, o fantasma pode fazer-me mal, mas da mesma forma que os mortais podem fazer mal uns aos outros. (se estão a conseguir acompanhar o meu raciocínio, então já devem ter percebido o mesmo que eu), nesta dimensão, eu posso matar o fantasma!
Claro que ele não pensou nisso, atormentou-me a vida toda, a sua arrogância não o deixou ver que ele continha poder sobre mim no outro mundo, neste mundo ele não tinha poder nenhum. E pensando bem, um ser que pode tudo só com a força da sua vontade, nunca deve ter usado força física. Deve ser muito mais fraco que eu, que estou habituada á vida dura no mundo dos mortais.
Ele aproximou-se de mim, a rir-se entre dentes e a dizer que eu lhe pertencia.
Eu peguei num taco de basebol e a rir-me, a rir-me da doce vingança que graças ao erro que ele cometeu, que pude ver nos seus olhos que já tinha percebido isso, podia finalmente desfrutar.
Atirei todos os objectos com o taco de basebol que tinha ao meu alcance contra ele, pois queria primeiro certificar-me que podia de facto magoa-lo.
Ele guinchava e corria á volta de tudo a tentar escapar, saltei para cima da mesa e depois saltei contra ele, até o encostar contra uma parede, e desta vez, eu com um sorriso tresloucado disse-lhe ao ouvido “eu não pertenço a ninguém, nasci livre e vou sempre ser, não me podes prender com os teus joguinhos idiotas, tu não és nada, nunca te pertenci, nem nunca te vou pertencer”.
Depois acordei =)





Quinta-feira, 3 de Abril de 2008


Sonhar permite que cada um
e todos de nós sejamos loucos,
silenciosamente e com segurança,
cada noite de nossas vidas.

William C. Dement, pesquisador de sono e sonhos

Domingo, 30 de Março de 2008

3ª Parte - O Sonho Do Pentagrama

ESTE CONTO FOI TOTALMENTE ESCRITO A PARTIR DE UM SONHO DA AUTORA



Virei-me para trás ainda de cócoras, e a flutuar a poucos centímetros do chão estava aquela luz verde fantasmagórica, mas desta vez conseguia vê-la a percorrer a praça toda, ligando os números uns aos outros formando um…
_Um pentagrama! – disse eu, pondo-me de pé num ápice - _”No centro está a raiz”! – meti-me num ponto entre o número quatro e cinco, de frente para o número dois, e andei o mais direita possível, até estar exactamente entre o número um e três.
Eles vieram atrás de mim, e quando me agachei no meio da praça, todos me ajudaram a escavar na terra.
E lá estava uma caixa negra, muito trabalhada, e no cimo da tampa estava uma espécie de olho a flutuar numa substancia gelatinosa, mas esse olho não tinha uma íris mas sim um pentagrama, e virava-se fixando cada um de nós durante um bocado e depois tudo á nossa volta. Ilgnis segurou o papel, como se á procura de alguma pista de como abrir a caixa, mas mal ela pegou no papel o olho virou-se e fixou o papel, e no segundo seguinte o papel desfez-se por entre chamas.
A caixa abriu-se entre as minhas mãos, e lá dentro estavam brincos e pulseiras de índios, em transe peguei neles, a Charis ajudou-me a por o colar, depois peguei no brinco e furei a orelha a sangue frio com a ponta do arame, com a orelha ainda a escorrer sangue olhei para o céu, que estava de um azul brilhante e luminoso embora ainda fosse noite, e um dragão apareceu a voar nele, a rugir em plenos pulmões, fazendo o meu corpo vibrar, o meu coração apertar como se um segredo me estivesse a ser revelado, e a minha alma, a minha alma prendeu-se naquele dragão, como se eu pudesse sentir o que ele sentia. E o sentimento que se apoderou de mim foi o da liberdade.




Na realidade o sonho não acabou aqui, mas apartir daqui o sonho deixou de fazer muito sentido, e só acabou porque acordei, pois parecia o inicio de uma nova história.







1ª Parte
2ª Parte

Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Uivos

ESTE CONTO FOI TOTALMENTE ESCRITO A PARTIR DE UM SONHO DA AUTORA


Pelas areias caminhavam não dois, nem três, mas incontáveis dezenas de cães. Pelo menos era o que eu pensava na altura, já que aquela manhã era uma de nevoeiro. Porém, mais tarde, viria a descobrir que não era o que eu pensava.

Enquanto me dirigia para casa o tempo passou rapidamente e nem me apercebi da mudança repentina da cor do céu. Passara de um azul cera para um cinzento aterrador, coberto de nuvens negras, transportadoras de relâmpagos e trovões perturbantes. Tudo “normal” até aí. Apenas uma tempestade que acabaria por passar, pensei eu. Mas tal não aconteceu.

Já me encontrava na cozinha da minha casa, na companhia da minha mãe, quando a tempestade fez duas horas de duração. Só o facto de o sol se encontrar encobrido durante tanto tempo, especialmente numa época em que o mau tempo não era usual, deixava-me inquieta.

Enquanto pensava no que se passava, olhava pela janela, sem fixar as nuvens, quando de repente me lembrei do que tinha visto de manhã. Mal este pensamento passou pela minha cabeça comecei a ouvir uivos. Sobressaltada, procurei pela minha mãe para lhe perguntar se tinha ouvido, mas para minha surpresa ela já não se encontrava na cozinha. Aliás, ela já não se encontrava em parte nenhuma da casa.

Os uivos multiplicaram-se e, por muito estranho que pareça, estes uivos vinham do céu, vinham das nuvens. Parei por uns momentos e pensei que estava com alucinações, pois tudo aquilo parecia um sonho bizarro.

Mesmo assim essa não foi a maior surpresa. Mas sim quando vi algo a cair de uma das nuvens, um cão. Aquele cão não me parecia estranho, então decidi fixá-lo e acabei por perceber que era um dos cães que tinha visto de manhã. Há medida que este se aproximava o meu coração batia mais depressa e, para meu choque, constatei que não era um cão, mas sim um lobo. Possuidor de um olhar sedento de sangue, salivava abundantemente da boca, como se se preparasse para atacar.

O medo cresceu. Os uivos encurralaram-me, agora não só vinham do céu, mas de todo o lado. Tentei fugir, mas a cozinha tinha a porta trancada. Foi então que quase todos lobos começaram a vir em minha direcção, dezenas deles.

O medo era tão grande que não conseguía chorar, sentia-me gélida e não parava de pensar porque é que algo tão estranho e aterrador estava a acontecer comigo. Decidi fixar o olhar daquele que me parecia ser o chefe da matilha, não sei porquê, nem percebi quanto tempo durou, mas mal o fiz pareceu ter-se estabelecido uma ponte mental entre nós os dois. Conseguía ouvir uma voz e, idiota ou não, pressupus que a voz pertencia àquele lobo.

Na minha mente comecei a ouvir que já há muito que aquela matilha me procurava, que a finalidade deles era matar-me. Perguntei-lhe porquê, mas não me soube responder.

Mas porque razão me calhava um destino tão horrível e sem sentido como aquele? Não sabia... apenas sabia que o medo tomava conta de mim e como tal paralisou-me.

Antes de entrar num mundo negro, em que nada sentia, via ou ouvia, lembro-me de ouvir as janelas a se partirem, a última percepção da minha vida, mesmo antes de aceitar o meu destino.